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História das mulheres no mercado de trabalho

Antigamente, as mulheres exerciam as tarefas domésticas do lar como função exclusiva. Logo, as “únicas” atividades da figura feminina dentro de uma casa era cozinhar, lavar, passar e cuidar dos filhos. Entretanto, com o surgimento da Segunda Revolução Industrial, a demanda de trabalho nas principais fábricas das grandes cidades só aumentou, e o trabalho laboral deixou de ser exclusivamente masculino. Com isso, as mulheres passaram a assumir o trabalho formal além dos serviços domésticos. Mas o que aconteceu depois disso? Você sabe quais foram os caminhos das mulheres no mercado de trabalho?

Primeiras mulheres no mercado

A década de 1920 é marcada pelas primeiras reivindicações sociais e trabalhistas das mulheres. Ainda muito dependentes de maridos e patrões, elas não tinham total liberdade para lutar pelas causas defendidas. Mesmo assim, conseguiram mais espaço do que anteriormente. Por isso, a década de 20 começa a ser é conhecida como época das primeiras greves feministas.

Em 1922, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino é fundada, onde os principais objetivos eram a batalha pelo voto e livre acesso ao campo de trabalho. Em 1928, o primeiro voto feminino é autorizado (Celina Guimarães Viana, Mossoró-RN), mesmo ano em que a primeira prefeita no país é eleita (Alzira Soriano de Souza, em Lajes-RN). Ambos os atos foram anulados, porém abriram um grande precedente para a discussão sobre o direito à cidadania das mulheres.

Assim, até os anos de 1930, a população feminina passou por grandes transformações, incluindo a consolidação da presença delas dentro das indústrias. Apesar disso, as mulheres ocupavam os menores cargos das hierarquias fabris.

Ocupação das mulheres em cargos

Da década de 30 aos anos 1960 as condições femininas de trabalho continuaram quase as mesmas. Entretanto, as lutas em busca de ocupar o espaço e crescer profissionalmente continuam.

Foi a partir de 1970 que as mulheres passaram a ocupar cargos melhores e também começaram a questionar veementemente a dupla jornada de trabalho que exerciam nas empresas e nos lares. As lutas feministas foram muito importantes para que essas mulheres entendessem seus padrões de comportamentos no mercado de trabalho.

E em 1975 a ONU estabeleceu o Dia Internacional da Mulher como data para celebrar o poder dessas profissionais e isso estimulou ainda mais movimentos que cooperavam para a independência das mulheres.