Como é ser um líder em meio a uma pandemia?

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Durante as últimas semanas, as mudanças que o mercado de trabalho enfrenta com a pandemia global estão sendo discutidas diariamente. Milhares de trabalhadores estão impossibilitados de realizar suas atividades em suas sedes, bem como fábricas inteiras estão paradas devido à crise. Nessa situação, o trabalho em home office, expressão inglesa que significa escritório em casa, ganhou força e apresentou grandes desafios para muitos líderes e CEOs. 

Diretores de Marketing e Vendas dos 49 escritórios da AIESEC no Brasil, na penúltima conferência realizada, em julho de 2019. 

Aqui na AIESEC, continuamos em busca da paz mundial e do desenvolvimento das potencialidades humanas, moldando nossos processos internos, como compartilhamos nesse post. Mas, como é liderar diretamente uma diretoria, um escritório ou empresa? Ser responsável por motivar, direcionar e gerir colaboradores nesse contexto?

No Brasil, estamos presentes em 49 cidades, por meio dos escritórios locais, cada um composto por um presidente, diretoria, gerência e membros. Hoje, trouxemos os depoimentos de alguns presidentes, que vão compartilhar um pouco sobre como é ser líder durante uma pandemia. 

Robson é presidente da AIESEC em Sorocaba e conta como o escritório, que atualmente está com mais de 30 membros, enfrenta esse período: “Adaptamos nossa rotina para o ambiente digital, utilizando várias ferramentas e criando rotinas de conexão de time para que diariamente tivéssemos algum momento juntos, desde acompanhamentos individuais, reuniões, trabalho em grupo e momentos informais”.

Reunião geral da AIESEC em Sorocaba. 

Robson também refletiu sobre sua jornada na organização e o que liderar nesse momento proporcionou: “O propósito da organização, a capacidade de me desenvolver, o desafio e a oportunidade de ser CEO me atraíram no momento da aplicação para presidência da AIESEC em Sorocaba. Hoje, ser CEO num contexto de pandemia me ensinou na prática o conceito de reinventar, reavaliar pequenas ações e de certa forma, ver de forma mais humana cada um dos processos. Me ensinou a confiar e empoderar todos ao redor e que mesmo com medo, que todos nós temos, somos capazes de enfrentar qualquer situação, desde que estejamos em equipe”. 

Voluntários da AIESEC em Belo Horizonte durante sessão em conferência local. 

Já em Belo Horizonte, o presidente do escritório composto por mais de 90 membros, Gabriel, comenta sobre as mudanças e dá dicas para outros gestores: “Toda rotina de reuniões, mensagens, objetivos precisou ser readaptada para nova forma de trabalho. A principal sugestão que dou é que aconteça uma revisão do objetivo geral do ano e, a partir desse momento, todas ações precisam ser reconstruídas para alcançar esse novo propósito. A maior parte dos planos feitos antes para esse ano já não fazem mais sentido, então tudo precisa ser revisado”.

Gabriel também comentou como cada colaborador pode ser afetado nessa situação e deu dicas: “A forma que cada um da sua equipe está sendo afetado pela quarentena é diferente. Um bom líder vai tentar entender todos esses pontos para saber adaptar sua comunicação e formas de manter o time conectado e entregando bons resultados”. 

Membros da AIESEC em Belém em conferência

O presidente da AIESEC em Belém, Mário, conta o que aprendeu nesse cenário e como lida com a situação em seu escritório: “O coronavírus veio pra me ensinar que por mais que eu achasse que já sabia de alguma coisa, eu não sabia de nada. Mas, não estava sozinho nisso e aprendi que o coletivo é precioso. A pandemia é algo novo para o mundo e não vencerei essa fase sozinho, ser transparente com os voluntários levando questionamentos para que todos conversem juntos tem sido a melhor forma de se adaptar e conseguir manter o comitê energizado”. 

Mário (Belém) complementa: “O mais importante nesse período é continuar reforçando a cultura organizacional do comitê, seja colocando símbolos em evidência, como também sendo firme no acompanhamento das atividades. Aproveitar os momentos de time, promover espaços de interações informais ajudam bastante a espairecer toda pressão que a gente sente, manter a rotina básica no período de quarentena é muito importante, mas se precisar parar alguns momentos, pare sem culpa”. 

Conferência da AIESEC em Teresina 

Com certeza, manter a rotina de trabalho, batalhar pelas metas e se manter focado é desafiador regularmente. Nesse panorama, as lutas são maiores ainda e liderança responsável pode fazer a diferença. Para Ana, presidente da AIESEC em Teresina, liderança é sobre empoderar outras pessoas e ser exemplo. “Assumir o cargo mais alto de liderança do meu escritório me motiva a buscar ser minha melhor versão todos os dias para que dessa forma, esteja sempre contribuindo para o meu crescimento e das pessoas que lidero. Apesar da pandemia, ainda existe uma AIESEC em Teresina que acredita em desenvolvimento de liderança jovem e está disposta a se desenvolver nesse contexto”.  

Do mesmo modo, Ana finaliza afirmando: “O mais importante é que as pessoas tenham clareza do papel delas na organização independente do cenário e que elas tenham uma rotina bem definida, com metas e expectativas alinhadas porque assim, elas ainda se sentirão estimuladas e produtivas”. 

E você, como tem lidado com os desafios da quarentena e mantido sua rotina? O que achou das dicas e experiências dos nossos entrevistados? 

1 comentário em “Como é ser um líder em meio a uma pandemia?”

  1. Independente da situação que vivemos, é incrível estar num ambiente que continua buscando a mudança e algo melhor pro mundo 💜

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