Liderança além do mercado de trabalho

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Falar sobre liderança formal daria um longo texto, com explicações e diferenciações entre uma liderança e uma liderança efetiva. No entanto, é necessário dar também visibilidade aos líderes informais. Ou seja, um líder informal assume a posição de liderança de forma natural, inspirando e impactando outras pessoas, sem o cargo atribuído. Esses indivíduos assumem a posição de líderes e caminham em direções de mudança e melhorias da realidade em que estão inseridos. Veja alguns exemplos! 

Liderança de gênero!

Malala Yousafzai, ativista pela educação de mulheres no Paquistão e símbolo de liderança/ Imagem: Reprodução Financial Times

“Houve um tempo em que as mulheres pediam aos homens que lutassem pelo direito delas. Mas agora nós lutaremos por nós mesmas”, Malala Yousafzai. Malala é símbolo de liderança feminina que luta pela defesa dos direitos humanos das mulheres e do acesso à educação na região em que nasceu no Paquistão.  

Assim como ela, muitas mulheres lutaram ao longo da história para alcançar direitos cerceados ao público feminino. Até 1962, no Brasil, as mulheres não eram consideradas capazes de gerir suas próprias vidas. Elas não podiam estudar, trabalhar, nem administrar seus bens. 

Na obra “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen, retratada no século 19, a mãe da personagem principal busca casar as 5 filhas o mais rápido possível, pois o pai estava doente e quando ele morresse, os bens passariam para o primo mais próximo, visto que mulheres não podiam ser donas de propriedades. 

Uma das principais lutas femininas aconteceu em 1912, na Inglaterra. Conhecidas como “As Sufragistas”, essas mulheres lutaram pela possibilidade de votar, de disputar a guarda dos filhos e de possuir bens. O movimento é um símbolo de liderança, pois liderar também é entender e reconhecer problemas e buscar a mudança. 

Mulheres do projeto Ubuntu, em Tucumán/ Imagem: Arquivo pessoal da AIESEC em Bauru

Na cidade de Tucumán, na Argentina, há uma ONG que recruta voluntárias para realizar oficinas de empoderamento, ensinando sobre o papel da mulher na sociedade e também proporcionar espaços de apoio e ajuda mútua para mulheres que vivenciaram situações de violência. Esse projeto é aberto a todas com idade entre 18 e 30 anos que quiserem desenvolver liderança e auxiliar no processo de empoderamento feminino.

Saiba mais do projeto e do intercâmbio voluntário clicando aqui

Liderança na cor da pele!

Os negros são 50,3% nas universidades públicas brasileira/ Imagem: Reprodução Pexels

Em 2019, o IBGE divulgou a pesquisa “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil” que mostra, pela primeira vez, o índice de alunos pardos e negros matriculados em universidades públicas brasileiras superando a taxa de alunos brancos, com 50,3%. 

Para alcançar esses números, a população negra enfrentou anos de negligência e ainda encara oportunidades menores que as de brancos. A partir de políticas públicas, como a implementação de cotas raciais para a entrada em universidades públicas, é que a balança racial deu sinais de mudança.

Lembrando que ainda há muito para conquistar, como indica o mesmo estudo do IBGE, que apontou apenas 55.6% de negros entre os 18 e 24 anos que estão no Ensino Superior. Em contrapartida aos 78,8% dos brancos com a mesma faixa etária. 

Muitos desses jovens negros são exemplos de liderança, pois necessitam combater o incansável racismo presente em ambientes elitistas como as faculdades e universidades para conquistarem o diploma. 

Como resposta, são criados coletivos negros, a exemplo do Kimpa, na Universidade Estadual Paulista campus de Bauru, que afloram e desenvolvem a liderança para combater o racismo e acolher negros vítimas de tais situações. 

É sobre liderar!

Voluntários contribuindo em ONGs/ Imagem: Reprodução instagram @aiesecnobrasil

Além das lideranças citadas, existem diversas outras maneiras de tornar-se um líder. E todas elas caminham para uma mudança e conquista positiva. Na AIESEC, maior organização mundial gerida por jovens, um de seus pilares é o desenvolvimento de liderança jovem, acreditando que através de líderes é possível construir um mundo mais consciente e empático. 

Os jovens que fazem parte da organização estão em constante aprendizado, liderando equipes, aprendendo sobre autoconhecimento e autogestão enquanto realizam vendas de intercâmbios que, além de serem em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, estimulam a mudança não só do mundo, como também do ser humano.

Se interessou? Quer realizar um intercâmbio e desenvolver liderança? Saiba mais no site da organização. 

E deixe nos comentários personalidades que você conhece e considera um líder de grande relevância!

Texto escrito por: Caroline Roxo

6 comentários em “Liderança além do mercado de trabalho”

  1. Texto bem completo sobre o tema, muito interessante saber sobre o aumento de negros dentro do meio acadêmico. Mais uma conquista a ser comemorada.!

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