Igualdade: para quê? E para quem?

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Não é uma novidade que não há igualdade no mundo. Está bem, mas que tipo de igualdade estamos falando? Porque é normal existirem pessoas, crenças e profissões diferentes, certo? E, está tudo bem ser diferente! O que não está bem é a desigualdade de direitos e oportunidades. E o que você considera justo?

Me chamo Fernanda Cassol, e como você já deve ter percebido, defendo e acredito na igualdade de direitos para todos os seres humanos. Desde criança, sempre desejei ter meu espaço de fala e ação, de questionamento e criação, porque meu coração é repleto de energia e paixão por me desafiar e buscar representação em ambientes que usualmente eram somente ocupados por homens. Toda essa vontade de mudança se tornou minha tese de graduação, denominada “A agência das mulheres em missões de paz das Nações Unidas: estudo aplicado à MONUC/MONUSCO”. Foi uma experiência desafiadora e de grande aprendizado sobre como podemos empoderar mulheres criando ambientes igualitários e que protejam mulheres e crianças de exploração e abuso. 

Com esse propósito encontrei a AIESEC, a qual sempre me mostrou o poder da igualdade de direitos, principalmente, o poder da igualdade de gênero. Durante meus 5 anos de trabalho, sempre tive meu espaço de fala e ação, e diversas oportunidades de empoderar pessoas, na grande maioria, mulheres. Certamente, motivos como esse, sempre me motivaram a buscar minha melhor versão como ser humano e ajudar mais pessoas na busca pela igualdade. A organização me libertou, me reinventou, me desafiou todos os dias a me conhecer e me amar mais. Me tornei confiante, decidida, criativa e persistente na minha vida pessoal e profissional.

Além disso, em uma organização internacional, imagine a quantidade de oportunidades e experiências que podem ser vividas. Por isso, realizei meu intercâmbio voluntário na cidade de Lima (Peru) e trabalhei na Costa Rica (verde e acolhedor país da América Central). Durante o ano que trabalhei na Costa Rica tive a oportunidade de conhecer países como Colômbia, Guatemala, México, Nicarágua e Panamá. Me tornei uma cidadã do mundo!

Na Costa Rica, atuei como vice-presidente nacional liderando os escritórios locais a desenvolver liderança jovem no país por meio de intercâmbios voluntários. Foi outra experiência desafiadora que a AIESEC me proporcionou, porque diariamente eu aprendia a viver a diversidade na cultura, idioma, pessoas, comidas e lugares. Hoje, posso dizer que é minha segunda casa! Foi a experiência que evoluiu meu propósito na busca pela igualdade de gênero, pois vivi muitas oportunidades que me reafirmaram como protagonista de minhas próprias escolhas. Fui a diretora mulher que pela primeira vez na organização conseguiu desenvolver o maior número de experiências voluntárias de qualidade, e uma das mulheres que junto ao seu time coordenou uma organização internacional e diversas pessoas. Confesso que não é fácil e nem deveria, porque ambientes desafiadores nos movem a ser excelentes e fazer coisas excelentes e grandiosas.

Atualmente, sigo buscando mais oportunidades e maneiras de contribuir com a igualdade de direitos, sigo atuando de acordo com minhas convicções e valores. Faço minha voz ser ouvida! Por isso, esse é meu manifesto pela igualdade e também um chamado. Se você acredita na igualdade de direitos, se você acredita em um mundo melhor e mais justo, se acredita que pode ser sua melhor versão como ser humano, essa é a hora! Principalmente, porque precisamos de empatia e igualdade para ajudar o outro e, consequentemente, nos ajudar. Não se cale, faça sua voz ser ouvida, lute pelos mesmos direitos! Ative a liderança e atue por um mundo melhor, atue pelas inúmeras pessoas que não possuem os mesmos privilégios e oportunidades, atue por você! Mas, principalmente, atue pelas mulheres! 

Nós, mulheres e meninas, temos os mesmos direitos de ter igualdade na educação e no trabalho. Nós, temos os mesmos direitos de ter segurança e respeito. Nós, temos os mesmos direitos de atuar no meio em que vivemos. Desconstrução, essa é a palavra! Precisamos desconstruir pensamentos ultrapassados e leis que não nos representam e não asseguram nossa vida e liberdade. A AIESEC me permitiu muitas portas para que isso fosse feito, por isso, não posso permitir que essa mudança aconteça somente lá dentro. Tenho que atuar aqui fora também!

Durante meu estudo em minha tese de graduação, tive a oportunidade de ler e entender muitos estudos feministas que buscam a evolução e reconstrução da nossa sociedade. Conclui que: 

“Uma possível solução, segundo as vertentes feministas, seria reestruturar as normas sob a percepção do gênero, pois se criaria um diálogo entre todas as partes envolvidas abrindo oportunidades para o aumento da igualdade e respeito a mulher. A luta feminista marcou o início da busca pela reformulação de políticas igualitárias e trouxe a esperança de que as mulheres teriam as mesmas oportunidades que os homens. Entretanto, ainda hoje há extrema desigualdade de gênero, representada em todas as esferas sociais, políticas e culturais. A reformulação na estrutura patriarcal hegemônica deve ser feita pelo viés feminista, por meio do trabalho de mulheres se deve ouvir e estudar a representatividade, os comportamentos, as ações e o papel da mulher na sociedade e no mundo.”

Agora, chegou o momento de responder o primeiro parágrafo desse texto …

Não, não existe a opção de você decidir o que é justo ou não baseado em seus interesses individuais. O que existe é o entendimento de que TODOS seres humanos são iguais, independente de gênero, renda, raça e opção sexual. Portanto, deveriam possuir os mesmos direitos. Essa não é uma pergunta para ser respondida individualmente, e sim coletivamente, quer queira você ou não. Porque, no final das contas, somos seres que vivem e se relacionam em sociedade. Sempre é hora de olhar para o lado e retribuir empatia e ajuda. 

Seja líder, seja protagonista, seja desconstrução, seja evolução! 
Faça sua voz ser ouvida. Atue!

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