Sobre encontrar um lar em Corrientes, Argentina

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Como você já deve saber, um dos nossos intercâmbios é para ser voluntário em ONGs e Escolas em outro país. E nada melhor e mais gratificante do que além de trabalhar com a parte social, sendo um cidadão global, explorar um novo lugar. Por isso, quero te apresentar uma voluntária que decidiu se desafiar e mergulhar de cabeça na experiência dela na Argentina, a Malu.

A Malu Aguiar, tem 22 anos e decidiu ir para Corrientes na Argentina em
julho de 2018. Ela já era voluntária na AIESEC Recife, e o trabalho dela era exatamente fazer a consultoria para os intercâmbios voluntários (Se quiser entender mais dos nossos tipos de intercâmbio é só clicar aqui!) para brasileiros. Naquele momento, no entanto, havia chegado a hora de ela realizar a própria experiência.

Então, eu fiz umas perguntinhas para tirar dúvidas sobre a experiência dela lá como voluntária, e falar um pouco mais dessa vivência que como você vai ver, só aumentou a vontade de Malu em fazer mais. Vem comigo sentir um pouco do gostinho dessa aventura:

Por que você decidiu fazer seu intercâmbio voluntário?

Entrei na AIESEC Recife como membro de oGV (outgoing Global Volunteer) Consideration (Ou seja, basicamente, são as pessoas que trabalham enviando os brasileiros para fazer o intercâmbio voluntário fora do país) e sempre vi a oportunidade de fazer intercâmbio como a realização de um sonho. Como membro vendi muitos intercâmbios e fui uma ponte para que pessoas pudessem realizar seus sonhos,quando tive a oportunidade de fazer meu Voluntariado Global, vi que poderia realizar meu sonho também.


E por que Argentina?

Eu sempre fui muito fã do cinema Argentino e do futebol também. A cultura sempre me atraiu muito e o sotaque do espanhol deles sempre me fascinou! Quando vi que existiam oportunidades na Argentina, não pensei duas vezes! Foi minha primeira opção desde o começo.


E quais eram as suas expectativas com o intercâmbio?

Tinha a expectativa de conhecer pessoas fora da minha bolha e ter a oportunidade de me conhecer sozinha, em um ambiente totalmente diferente. Vale dizer que as expectativas foram mais que superadas!


E sobre a cultura deles, como foi o impacto?

O primeiro choque foi a simpatia e hospitalidade dos argentinos, eles
tratam os brasileiros como se fôssemos famosos ou algo do tipo, me senti muito querida. A segunda coisa foi a siesta (é uma cochilada no início da tarde, geralmente, depois do almoço), ver como a qualidade de vida e o ritmo do dia são totalmente diferentes do nosso me assustou muito! (No sentido positivo, tá?). E ainda não entendo até hoje como o doce de leite deles é TÃO PERFEITO.


E o melhor da viagem? O que foi?

Foi saber que impactei pessoas e construí histórias por onde passei. Que a minha sementinha vai dar muitos frutos ainda e que eu tenho um outro lugar para chamar de casa e pessoas que posso abraçar como família.


Uma lembrança para guardar em imagem?

Malu Aguiar carrega um menino nas costas enquanto brinca com ele.
Essa foto reflete muito todos os momentos que passei nessa ong, onde me sinto em casa.

Tem algum momento que você consideraria o “Fun Moment” da viagem?

Eu estava indo fazer a viagem para Córdoba, mas morava em Corrientes e o aeroporto era em Resistência, foi assim que me atrasei para pegar esse voo e começou minha saga. Quando cheguei no aeroporto faltava 5 minutos para fechar os portões de embarque, então, não pude despachar a minha mala, o que significa que tive que ir com uma mala de mão, mas tinha duas comigo. Tive que escolher entre uma mala em que estavam todas as minhas roupas ou a mala que continha todos os meus casacos que, detalhe, não eram meus. Resultado, escolhi ficar com a mala que estavam todas as minhas roupas, porém quando cheguei em Cordóba, estava muito frio (-3 graus), passei os três dias lá com todas as minhas blusas e não saí do albergue porque seria impossível. E sobre a outra mala com os meus casacos, eu havia deixado com meu amigo lá em Corrientes, mas só vim realmente pegar nessa mala, 3 meses depois que foi quando ele veio para o Brasil e pude finalmente pegar minhas coisas.


Valeu a pena?

Todas as 6 semanas e as 1.008 horas!

Não sei vocês mas eu amei conhecer um pouco mais da Argentina e de como pode ser um intercâmbio voluntário a partir de um outro ponto de vista. Eu até estive lá há um tempo, mas isso é conversa para outro post! Então, o que vocês acharam desse depoimento? Se apaixonaram pela a Argentina? Já está imaginando onde vai ser o seu Voluntário Global? Conta para a gente!

6 comentários em “Sobre encontrar um lar em Corrientes, Argentina”

    1. Oi Gabriel, o a ong de Malu ajuda crianças carentes, com foco em educação de qualidade. O nome da ong é Los niños del futuro é uma trabalho super legal!

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