Intraempreendedorismo: afinal, o que é isso?

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Fazer a diferença em um mercado cada vez mais competitivo, com muitas empresas disputando entre si e sofrendo mudanças bruscas a todo instante, é um verdadeiro desafio em todos os setores. Muitas vezes, o CEO ou o fundador quer ter novas ideias, mas o acúmulo de responsabilidades o impede de pensar mais criativamente. Para isso, o intraempreendedorismo pode ajudar. Mas, afinal, o que é intraempreendedorismo?

Esse conceito defende a entrada de “sangue novo”: novos conceitos somados à vontade de fazer acontecer, o que caracteriza as pessoas capazes de criar novos negócios. Que tal aproveitar novos talentos para trazer mais crescimento à sua empresa?

Para entender melhor o que é intraempreendedorismo e como esse conceito vai ajudar a sua organização, continue lendo este post.

O que é intraempreendedorismo?

Intraempreendedorismo é uma característica buscada nos profissionais no mercado de trabalho atual, caracterizada pela habilidade em trazer ideias e inovações, tendo uma atitude proativa dentro da empresa.

Basicamente, os CEOs e empresários que buscam o intraempreendedorismo procuram por funcionários capazes de agir como empreendedores dentro da organização, resolvendo problemas, propondo soluções e entregando mais do que um funcionário comum faria.

Colaboradores com esse perfil de comportamento acabam se destacando pela vontade de fazer mais do que é pedido, mostram vontade de criar e não demonstram engajamento em atividades dominadas pela rotina. Em geral, profissionais da geração Millennial apresentam essas características, mas isso não é regra.

Quais são as características de um intraempreededor?

Confira as principais características do intraempreendedor!

Análise estratégica

Os intraempreendedores estão sempre pensando no futuro, sem aguardar mudanças, mas sempre procurando se antecipar a elas. Conhecimento é como oxigênio para eles e apresentam uma alta capacidade de fazer análise de cenários.

Greenhousing

Os intraempreendedores estão sempre cuidando de uma ideia por vários dias até que tenham mais argumentos e sejam “atacados” pelos adversários. Após amadurecer a ideia, eles avançam em seu desenvolvimento.

Pensamento visual

Uma verdadeira combinação de mind mapping, design thinking e brainstormin. Só após um ótimo insight é que o profissional parte para a visualização das soluções presentes em suas mentes, sempre procurando honrar a fase da descoberta.

A solução raramente vem sem um problema correlato, de modo impulsivo. Isso contribi significativamente para a facilidade de mostrar novas ideias de maneira convincente e consistente.

Pivotagem

Abertura para alterar a direção estratégica atual da empresa é muito mais aceitável para esses profissionais, por mais que seja bem assustador para os negócios mais maduros.

Autenticidade e Integridade

Os atributos de humildade e de confiança são muito presentes e não o comportamento inconformista geralmente associado a inovadores. Todos, porém, exalam um senso de propósito e uma alta autoconsciência.

Estamos, então, falando sobre profissionais plenamente adaptados às suas empresas e com vontade, ambiente propício e capacidade para oferecer contribuições diferenciadas para sua ampliação e crescimento de competitividade.

Qual a diferença entre intraempreendedorismo e empreendedorismo?

O empreendedor é aquele que assume os riscos de abrir uma empresa, se responsabilizando pelos prejuízos, problemas administrativos, gestão de funcionários, entre outras responsabilidades.

Essas pessoas têm a vontade de construir e trazer novas ideias, mas acabam assumindo uma carga muito grande ao tomarem a decisão de abrir uma empresa, com todos os ônus e os bônus que essa opção carrega.

Já o intraempreendedor tem as mesmas características positivas que um empreendedor, no entanto, assume essa postura dentro de uma empresa já formada por outra pessoa. Assim, fica livre das demandas burocráticas e tem mais liberdade para criar e propor melhorias dentro da organização.

Qual a importância do intraempreendedorismo para as empresas?

Um empreendedor tem a ideia inicial para abrir uma empresa, movendo toda a estrutura necessária para fazê-la acontecer. Já o intraempreendedor pode exercer um papel-chave na sobrevivência dessa organização, ajudando a preservar o conceito inicial vivo e buscando manter a companhia sempre à frente.

Esse funcionário tem a capacidade de aumentar a vantagem competitiva da empresa, já que sua inquietude desperta a busca por novos conceitos que podem ser aplicados tanto para produtos inéditos quanto para a melhoria de processos existentes.

O intraempreendedor também a habilidade de identificar problemas e propor soluções para essas questões, evitando que tornem-se problemas maiores que possam prejudicar seriamente o crescimento da empresa.

Além disso, ele evita que a organização torne-se obsoleta e perca valor de mercado. Mais do que isso, ele assume uma postura proativa, evitando que a organização tenha apenas que reagir diante dos acontecimentos, ajudando no alcance de metas e no aumento dos lucros.

Outro aspecto importante é que, ao absorver esses talentos, a empresa evita a formação de novos concorrentes, além de fornecer um terreno estável para que esses profissionais possam dar vazão à sua criatividade e agir com dinamismo sem a responsabilidade de guiar toda a estrutura de uma nova empresa e tudo que isso implica: impostos, contratação de funcionários, compra de maquinário, investimento inicial, etc.

Como estimular o intraempreendedorismo?

Para que o intraempreendedorismo tenha lugar, é essencial que a empresa abra espaço para esse tipo de abordagem, além de contar com uma cultura organizacional voltada para a inovação e aberta ao diálogo, para que os funcionários possam se expressar e testar projetos novos.

Algumas ações podem ser tomadas para isso. São elas:

  • faça uma pesquisa de clima organizacional, para entender em qual nível está a satisfação dos empregados e se eles se sentem à vontade no ambiente de trabalho. Em um lugar onde as pessoas são oprimidas ou não podem expressar suas ideias, é impossível que haja o intraempreendedorismo;
  • crie um canal de comunicação, no qual as pessoas possam apresentar suas sugestões e apontar falhas no processo, que estão atrapalhando a produtividade ou comprometendo a qualidade do trabalho;
  • procure pessoas dentro das equipes com perfil empreendedor. Algumas característica marcantes são o espírito de liderança e o pensamento “fora da caixa”;
  • analise o papel dos gestores. Para que a empresa seja um terreno fértil para novas ideias, os chefes devem atuar como líderes, inspirando e motivando os profissionais. Um chefe que cerceia a liberdade dos funcionários apenas sufoca possíveis iniciativas e inibe o progresso;
  • traga convidados para palestrarem dentro da empresa. Uma injeção de ânimo e novos conceitos podem despertar aspectos de funcionários que você nem fazia ideia que existiam, estimulando-os à inovação;
  • já pensou em um programa de participação de lucros ou no pagamento de bônus? Muitas vezes, um estímulo financeiro é o detalhe que falta para que os funcionários participem com mais afinco nos projetos;
  • delegue responsabilidades. Sem autonomia, os profissionais sentem-se inseguros para tomar decisões e, até mesmo, limitados, sem entender quais são os outros passos da rotina de trabalho e quais as consequências de uma mudança ou outra. Permita que os empregados assumam novas responsabilidades para que haja um crescimento não só dos profissionais, mas também dos resultados;
  • estabeleça metas audaciosas. Quando os objetivos são desafiantes, acabam servindo de estímulo para que os funcionários deem o seu melhor e proponham novos conceitos. Porém, cuidado para que essas metas não sejam irreais e acabem provocando o efeito contrário, desengajando os funcionários;
  • conte com um bom programa de gestão de pessoas ou coaching na empresa. Esse recurso vai ajudar não só a identificar os profissionais com características empreendedoras, mas também a desenvolver o engajamento dessas pessoas.

Como uma empresa pode desenvolver intraempreendedores?

A própria empresa precisa ter a ousadia certa para investir na capacidade criativa dos seus colaboradores, manter estruturas flexíveis e também a sua visão no futuro. É imprescindível que o intraempreendedorismo esteja no cerne da cultura da empresa. Contudo, vale lembrar que a estrutura de poder das hierarquias, que existe nos paradigmas administrativos mais tradicionais, não deve sufocar a liberdade dos profissionais.

É preciso valorizar e estimular a colaboração e a inovação dos funcionários com o desenvolvimento de projetos e com ideias. Essa ação, contudo, precisa sempre de manter a tolerância a erros e foco nos clientes, compartilhando seus resultados, recompensando os colaboradores e exercendo uma liderança descentralizadora e celebrando vitórias.

Entretanto, é importante ressaltar que, para que a empresa desenvolva intraempreendedores, é fundamental que ela tenha uma cultura que seja capaz de estimular a participação dos funcionários de todos os níveis hierárquicos. Isso sem esquecer de deixar claro o papel indispensável de cada um para o sucesso do negócio.

Além disso, investir na qualificação profissional é imprescindível. Inclusive, é preciso destacar que há muitos benefícios em estimular o intercâmbio cultural dentro de uma empresa para favorecer intraempreendedores. Realizar o intercâmbio entre outros países e até mesmo entre os vários departamentos da empresa, por exemplo, é uma forma de trazer novas práticas de mercado para o negócio, incentivando o contato direto com o cliente e a atuação no campo para validar ideias.

Uma ótima forma de incentivar a inovação é investir em capacitação. Palestras, cursos e o intercâmbio de informações entre os profissionais podem ser usados para melhorar cada vez mais a colaboração e, claro, incentivar o “fazer diferente”. O mais indicado é estabelecer um elo entre as iniciativas para a inovação e a educação corporativa.

Agora que você já sabe o que é intraempreendedorismo e sabe como ele pode fazer toda a diferença na empresa, ajudando-a a alcançar patamares mais altos do que o previsto. Trata-se, cada vez mais, de aproveitar o capital humano que está à sua disposição e abrir espaço para novos conceitos.

Para que você fique por dentro das oportunidades que a expansão da globalização oferece ao seu negócio, não deixe de ler o e-book “Expatriação: o guia de gestão internacional de recursos humanos”. Assim você aprenderá com o abrir espaço para uma grande demanda de profissionais capacitados na sua empresa!

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